Enquanto medes, alma peregrina,
A distância que julgas existente,
Olha a luz que desponta do Oriente
E reconhece quem te ilumina.
Aquele que, vencendo a tua descrença,
A ti permanece intimamente ligado,
Deixa o teu íntimo iluminado
Pelo fulgor da própria presença.
Sabe que unidos estamos, tu e Eu,
Transpondo a dor que ainda te magoa;
Reconhece em ti que a Verdade é boa
E que quem a seguiu jamais perdeu.
Por isso, nestes abismos materiais,
Permaneço, passo a passo, contigo,
Erguendo em meus ensinos teu abrigo,
Sob a luz de verdades imortais.
Ó alma, que nos julgas tão distintos:
Por que vives nos pântanos, banhada,
Pelas misérias da ilusão açoitada,
E te perdes em vastos labirintos?
Sabe que sou tua própria fonte:
Na verdade, Eu sou tu, e tu és Eu.
Sou a luz que atravessa o horizonte
E dissipa o que em ti escureceu.
Por isso, enquanto insistes em adejar
Sobre uma dor que te parece sem fim,
Sentindo sem sentir, amando sem amar,
Sabe que tu mesma habitas em mim.
E enquanto vives sempre a me buscar,
Eu permaneço em teu próprio coração,
Para, com minha luz, te revelar
O caminho de tua salvação.
Um comentário:
Olá Igor,
Sempre que posso leio seus textos, muito bons camarada, sou teu fã :)
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